Jul. 23

Design Thinking: O que é, quais as etapas e como aplicar no dia-a-dia?

 

Estarmos constantemente insatisfeitos com alguma coisa, é intrínseco ao ser humano. Durante a nossa vida é bastante comum chegarmos a um ponto de encruzilhada em que não temos a certeza do caminho a seguir. Outras vezes, ficamos presos a um problema complexo, do qual não conseguimos ver uma solução, ou então, não sabemos de todo qual a melhor decisão a tomar no futuro que temos pela frente.

No trabalho de um designer,  isto acontece frequentemente, e, como tal, é necessário recorrer a metodologias que nos possam ajudar. Uma delas é o Design Thinking, um processo não-linear, focado na resolução de um ou mais problemas, através de 5 etapas: empatia, definição, idealização, prototipagem e testagem. Estas etapas não têm de ser sequenciais e podem ser usadas fora de ordem e de forma repetitiva.

 

1. Empatia

O primeiro passo foca-se em fazer uma introspeção sobre a nossa vida e tentar compreender em que fase estás, seja profissionalmente, emocionalmente, fisicamente ou mentalmente. Trata-se de responder a questões como, “o que me motiva para levantar da cama?”, “estou realmente feliz com o meu trabalho?”, ou “como me sinto relativamente à minha relação?”. 

 

2. Definição

Após a recolha feita na etapa anterior, há que ter consciência se o que definimos é algo tangível, possível de ser resolvido, ou se é como o “problema da gravidade”:, está sempre presente e não podemos fazer nada para oa mudar. Os designers lidam com este tipo de situação no dia -a- dia, seja por ter de respeitar a identidade visual da marca a ser trabalhada, ou apenas porque o cliente quer usar uma tipografia caligráfica a dourado em todas as comunicações. Designers, sabem do que falamos, certo? :)

A segunda etapa foca na compreensão do problema e na criação de padrões identificáveis, quer sejam eles comportamentais ou visuais. Ao realmente compreendermos quem somos, o que fazemos e no que acreditamos, é uma questão de ligar os pontos e traçar um caminho para o futuro. Criar um diagrama ou uma lista são pequenas tarefas que podem fazer a diferença, pois permitem-nos visualizar a informação e os dados recolhidos para mais facilmente gerar outras perspetivas. 

 

3. Idealização

Nesta fase são consideradas várias possibilidades para o futuro e geram-se ideias através do brainstorming. O conhecimento adquirido nas duas etapas anteriores é um meio para começarmos a pensar fora da caixa e podermos imaginar como nos vemos daqui a 5 anos ou como é que um logotipo se pode destacar das marcas concorrentes. O objetivo é idealizar um futuro da mesma forma que os designers UX criam personagens fictícios (personas) com características, motivações e objetivos diferentes.

A verdade é que não nos importamos com uma escolha até ao momento da sua decisão, principalmente se não for tomada por nós. Quando temos demasiadas opções, corremos o risco de nos colocarmos numa situação de sobrecarga que nos faz sentir indecisos e por norma, não é necessário ter mais de 3 ideias diferentes para uma única situação. 

 

4. Protótipagem

Que experiências, conversas ou entrevistas conseguimos imaginar para essas personas a curto e longo prazo? Se queremos mudar de carreira, que tal tentar falar com pessoas que têm o cargo que idealizamos para nós? Se queremos começar a fazer exercício, porque não fazer aulas de pilates durante um mês? Dessa forma poderemos compreender os prós e contras e os aspectos nos despertam mais interesse.

No design, só depois de termos uma solução desenvolvida é que conseguimos compreender a eficácia da mensagem que queremos transmitir. Não devemos ter receio de inovar e experimentar coisas novas. Se não gostarmos, voltamos à etapa de idealização e escolhemos outra ideia que não foi posta em prática, eventualmente vamos descobrir algo que nos faça sentir satisfeitos.

  

5. Testagem

Seja o layout de um cartaz, um curso que queiramos fazer, ou uma técnica nova que queiramos aprender, só realmente saberemos se estamos diante uma solução válida e funcional ao ser testada no mundo real. Se por algum motivo não gostarmos da experiência, só temos de voltar a qualquer umas das etapas anteriores e recomeçar o processo.

O design e a vida são ambos não-lineares e deveremos ter a coragem e motivação para desejar o melhor para nós próprios. Raramente acertamos num layout ou num logotipo na primeira versão. Devemos procurar refletir nas experiências anteriores, perceber o que gostamos, o que não gostamos e inovar, de forma a avançarmos com a nossa vida e nos sentirmos realizados.

 

Que tal aplicar um pouco do que aprendeste sobre Design Thinking neste artigo para inovar na tua vida pessoal ou profissional? Se este artigo foi útil para ti, partilha-o com os teus amigos ou colegas! Nós vamos ficar muito felizes ;)

 

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