Set. 17

Copywriting: 10 erros comuns que ofenderiam o Camões

 

Que a língua de Camões não é das mais fáceis, já todos sabemos. Na BOOMER, aliás, as conversas sobre os tempos verbais, as expressões populares e as verdades ortográficas que tínhamos como adquiridas são uma constante. Mas uma coisa é certa: é nestas dúvidas aparentemente disparatadas, lançadas “para o ar” durante um dia de trabalho, que estamos sempre a aprender. Não é, por isso, de estranhar que estejamos sempre de olho na gramática alheia, no copy alheio e nos erros que detetamos para não repetirmos!

Neste artigo, partilhamos contigo 10 desses erros que já debatemos entre nós.

  

1. Ter que/ ter de

“Hoje, tenho que sair a horas.” – ERRADO! Na verdade, “tens de”. No sentido de obrigação, de dever, o correto é “tenho de”. A expressão “ter de” pressupõe necessidade, desejo, obrigação ou precisão. Já o “ter que” é usado quando subentendemos palavras como “muito”, “pouco”, “nada”: “tenho muito que contar”.

 

2. Ir de encontro/Ir ao encontro

Ambas as expressões são válidas, mas significam exatamente o oposto!

“Ir de encontro” ao muro é o que acontece a um condutor que se despista. Implica algo violento, físico. Por outro lado, “ir ao encontro” pode usar-se quando vamos “ao encontro do nosso amigo”, numa deslocação gradual e sem violência, ou quando “a minha opinião vai ao encontro da tua”, por estarmos de acordo. Quantas vezes já viste este erro?

 

3. Quando muito/ quanto muito

Aqui, a diferença é simples de explicar: “quando muito” remete para “no máximo”, “se tanto”; já “quanto muito” não está correto na língua portuguesa. O que existe é a expressão “quanto mais” e talvez venha daí a confusão.

 Exemplo: “Hoje não posso, quando muito envio-te isso amanhã de manhã.”

 

4. Pôr ou meter, eis a questão! 

“Pôr” e “meter” são verbos com significados diferentes. “Pôr” é o mesmo que “colocar”, “dispor”, “depositar”. Assim, pomos a mesa porque lá depositamos, dispomos os nossos pratos e talheres.

Já o verbo “meter” significa “pôr dentro”, por isso, metemos os talheres na gaveta ou a carta no marco do correio.

 

5. O adjetivo "imenso"

 O adjetivo “Imenso” não tem valor de quantidade, antes remete para “infinitude”. Não “estavam imensas pessoas no shopping”, estavam “inúmeras”.

 

6. Ponto final dentro ou fora das aspas?

Tentar explicar isto pode ser desafiante, mas vamos lá! Se o sinal de pontuação pertencer à citação transcrita, então primeiro vem o ponto final e só depois as aspas, não havendo necessidade de duplicar qualquer sinal de pontuação.

 

7. Depois das reticências, minúsculas ou maiúsculas?

Mais uma vez, depende! Se as reticências forem usadas no meio de uma frase, a palavra seguinte deve vir em letra minúscula, visto que faz parte da mesma frase, da mesma ideia: “A Mafalda não gosta e sopa, mas... a mãe obriga-a a comer.”

Quanto as reticências são usadas no final de uma frase, a primeira palavra da frase seguinte deve estar em maiúscula: “A Mafalda não gosta de sopa, mas a mãe obriga-a a comer... O pediatra disse que era obrigatório numa alimentação saudável.”

 

8. "N.º" e não "nº"

Todas as abreviaturas devem ter um ponto. A abreviatura de “número” é “n.º”, e a abreviatura de “artigo” é “art.º”.

 

9. Expressões populares que talvez estejas a usar erradamente

- Quem não tem cão, caça como gato

- Ter bicho no corpo inteiro

- São ócios do ofício

- Mal e parcamente

- Ovelha ronhosa

- Quem tem boca vaia Roma

 

10. Pleonasmos que deves evitar

- Anos de idade

- Consenso geral

- Elo de ligação

- Há 5 anos atrás

- Planear antecipadamente

- Na minha opinião pessoal

- Tenho um amigo meu..

- Parece-me a mim

 

BÓNUS! Algumas dicas rápidas: género, número, acentuação

- O plural de “qualquer” é “quaisquer”. “Qualqueres” não existe;

- Advérbios de modo terminados em “mente” não levam acento;

- Pessoas não são evacuadas. Locais, sim;

- As siglas nunca devem ser pluralizadas. Não se diz ONGs, CDs, DVDs, BDs, mas sim “as ONG”, “os CD”;

- Diz-se “salgalhada”;

- “Estadia” é um termo usado na marinha. O tempo de permanência num hotel chama-se “estada”;

- “Grama” (unidade de medida de massa) é um substantivo masculino. “Quero duzentos gramas de queijo, por favor”;

- TAC = tomografia axial computorizada. Portanto, “fiz uma TAC”;

- “Destrocar” significa “desfazer a troca”. De certeza que destrocaste dinheiro?

- “Estou num círculo vicioso”, não num “ciclo vicioso”. O ciclo acaba, já o círculo não tem fim.

 

Bem, foi uma overdose de informação, mas bem que podíamos dar continuidade a este artigo. Quem sabe?!

No fundo, o que queremos dizer é que, pese embora o facto de todos nós podermos errar, há erros e erros. E alguns podem sair bem caro aos clientes que os profissionais da Comunicação representam.  Por isso, é extremamente importante contratar os profissionais certos. Fale connosco e descubra os nossos serviços de copywriting!

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